Segundo a polícia, o executor cobrou R$ 100 mil para matar o
jornalista, mas desse valor só teria recebido R$ 20 mil, motivo pelo qual
Jonathan Sousa Silva, 24 anos, teria voltado à São Luís para tentar receber o
restante do dinheiro. A motivação do crime teria sido uma postagem no blog do
jornalista sobre o assassinato do empresário Fábio Brasil, ocorrida em
Teresina, no Piauí.
De acordo com o Aluísio Mendes, foi montado um consórcio
formado por empresários com a participação de seus assessores e do subcomandante
do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Maranhão, capitão Fábio Aurélio
Saraiva Silva. A arma utilizada no crime teria sido emprestada pelo
subcomandante.
Antes do início da coletiva, os envolvidos no assassinato do
jornalista foram apresentados a impresa. Jhonatan de Sousa Silva, 24 anos,
apontado como executor do crime. Ele foi preso em São Luís, no bairro Turú,
José de Alencar Miranda Carvalho, 72 anos, preso em uma casa no Calhau, Glaucio
Alencar, 34 anos, preso em um prédio no bairro Ponta do Farol, Airton Martins
Monrroe, 24 anos, preso no Terminal de Integração do São Cristovão, José
Raimundo Chaves Junior, o Bolinha, 38 anos, preso no Jardim Eldorado, Fábio
Aurélio do Lago e Silva, 32 anos o Bochecha, preso na Chácara Brasil, o capitão
Fábio Aurélio Saraiva Silva, o subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia
Militar do Maranhão.
A 'Operação detonando' como foi batizada previa o
cumprimento de oito mandados de prisão, desses apenas um ainda não foi
cumprido. "Existe um mandado de prisão que ainda não foi cumprido. Essa
pessoa foi identificada como sendo o condutor da motocicleta. Ele já foi
identificado e sabemos a região da cidade onde ele está. Nossas equipes estão
trabalhando no intuito de prendê-lo." afirmou o secretário de Segurança
Pública Aluísio Mendes.
Ainda segundo o secretário os carros, documentos, cheques e
notas de empenho de prefeituras maranhenses que foram apreendidos estão sendo
periciados.
A família do jornalista também acompanhou a coletiva. Uma
irmã de Décio Sá, ficou muito emocionada no momento que os suspeitos foram
apresentados e aos gritos de "assassino" ela pedia justiça.
Investigação está apenas começando
A delegada-geral da Polícia Civil, Cristina Meneses informou
que a investigação está apenas começando. Segundo a polícia o consórcio que
planejou a morte de Décio era uma organização criminosa que agia em vários ramos
da sociedade maranhense. "As investigações começaram no assassinato do
Décio Sá, mas agora vão continuar até essa quadrilha ser completamente
desbaratada", afirmou a delegada.
Aluísio Mendes informou que existem outras pessoas que fazem
parte dessa investigação que ainda vão ser presas. "Pedimos a prisão de
todos os que tínhamos indícios fortes. Mas vamos identificar outras pessoas
envolvidas na organização criminosa. A investigação continua até porque a
quadrilha agia especificamente na agiotagem e muitos gestores municipais estão
ligados a eles", afirmou.
A assinatura
Segundo a polícia, Jonathan Sousa Silva informou que já
praticou pelo menos 20 homicídios. "Ele tinha uma caracteística nos crimes
que cometia, uma espécie de assinatura. Todas as suas vítimas eram assassinadas
com um dois tiros na cabeça e dois no tórax", informou Marcos Afonso
Júnior, delegado-geral adjunto da Polícia Civil.
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| Jonathan Sousa Silva matava suas vítimas sempre com dois tiros na cabeça e dois no tórax. |
Jonathan Sousa Silva também é apontado como o executor do
empresário Fábio Brasil. O crime teve as mesmas características do assassinato
de Décio Sá.
Como o crime foi planejado
De acordo com a polícia, Jonathan Sousa Silva monitorou o
jornalista durante três ou quatro dias e o plano para assassinar Décio Sá foi
elaborado em dois dias.
Jonathan Silva esperou o jornalista sair do Sistema Mirante
e o acompanhou em uma motocicleta que estava sendo pilotada pelo único
envolvido no crime que ainda nao foi preso. Após cometer o crime ele fugiu na
moto que o esperava do outro lado da avenida Litorânea. "Ele não ia subir
a duna, só fez isso porque uma viatura da Polícia Militar que estava passando
no local foi parada por populares. Ele ficou com medo de ser perseguido e decidiu
descer da moto e fugir a pé. Na fuga ele abandonou na duna uma camisa, o
capacete, o carregador da arma e a sandália que usava" afirmou Marcos
Afonso.
Irmão de Décio quase é assassinado por engano
Por muito pouco um dos irmãos de Décio Sá não foi assassinado
no lugar dele. Jonathan Silva chegou a ir até a casa onde o jornalista morava
no Parque Shalon. "Ele confundiu Décio com o irmão que chegava para uma
visita, mas percebeu que o irmão do jornalista era mais alto que ele e abortou
o plano", afirmou Aluísio Mendes.
Seis estavam marcados para morrer
As investigações concluíram também que além de Décio Sá e
Fábio Brasil, outras seis pessoas estavam marcadas para o morrer, entre elas um
ambientalista que não teve o nome divulgado. "O caso do Décio tinha
ligação com o de Fábio Brasil por causa das denúncias feitas pelo jornalista em
seu blog. Décio teria denunciado o assassinato do empresário que teria
envolvimento com crimes de agiotagem e ligação com Miranda e Glaucio
Alencar", afirmou Aluísio.
Fonte: Portal do CatitaBlog da Força Tática
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