O trio conta que Manu era uma garota muito alegria e que adorava brincar.
Três
amigas da estudante Emmanuele Saraiva Costa (Manu), 16 anos, que morreu
nesta terça-feira,21, vítima do desabamento no distrito de Taíba, no
município de São Gonçalo do Amarante, procuraram o portal Revista Central
para esclarecer algumas noticias que estão sendo divulgadas na imprensa
e que elas estão até sendo ameaçadas por algumas pessoas. Airlamy
Viana, Juliana Sales e Thaysa Pinheiro, disseram que procuraram o portal
Revista Central por acreditar em nossa seriedade.
As
três amigas chegaram na sexta-feira,17, véspera de carnaval em um grupo
de cerca de 25 a 30 pessoas, a maioria mulheres, tinha apenas 12
homens. Todos eram amigos, bem como de Quixadá. “Quem pagou o aluguel da
casa que custou R$ 13 mil reais foram os homens, nós fomos apenas
convidadas, porém, éramos todos amigos”.
Segundo
a estudante Thaysa Pinheiro, “dias antes perguntei a Manu se a mãe dela
tinha deixado ela passar o carnaval nesta casa de praia, ela disse
apenas que sim”. Contou ainda que Manu sempre estava nas festas,
“acredito que a mãe dela sabia sim que ela estava passando o carnaval conosco”.
Relatos
-Era
uma casa de três andares, tinha um quarto no primeiro onde ficaram
cerca de dez meninas, no segundo andar ficaram os demais, só que no
passar dos dias tudo ficou misturado, foi então que nós (Thaysa, Manu e
outro rapaz) armamos as redes no terceiro andar que era um salão bem
amplo, porém, um punho da rede da Manu ficou segurado no armador da
parede, era só o dela que ficou nesta parede. Disse Thaysa.
Segundo
a estudante, na segunda-feira,20, a turma já estava reduzida, isso
porque muitos acabaram indo embora e garantiu que não aconteceu nenhuma
briga, “as vezes vinham policiais, por sinal muito bem educados, apenas
pedir para baixar o som, e tinha apenas um paredão ligado no momento do
desabamento.
Forte chuva com ventania
-
No domingo fomos à outra praia, em Paracuru, quando voltamos os
seguranças disseram que tinha acontecido uma chuva muito forte e com
fortes ventos que a casa parece que até se balança – disse
Fisioterapeuta Juliana Sales. Juliana contou ainda que ninguém nunca
imaginou que as paredes estavam com problema, e que não percebeu as
rachaduras.
A
turma se preparava para retornar a cidade de Quixadá ainda na
terça-feira, “todo mundo tinha combinado em passar da segunda-feira para
a terça acordados, mas alguns acabaram dormindo, se levantavam , ia
curtir, tomar banho ou beber”.
Momento do desabamento
-
Eu fui dormir por volta das 6 horas da manhã da terça-feira, tinha
armado a minha rede no terceiro andar e fui dormir, quando cheguei lá à
rede da Manu estava sem ninguém, o Odimar Neto, o Jandreson estava
dormindo – disse Thaysa Pinheiro.
-
A Manu foi dormir por volta das 7 horas da manhã no terceiro andar,
minutos depois fui dormir, mas a Airlamy estava na minha rede, foi então
que procurei outro e não tinha vaga, fui ao terceiro e lá a Manu estava
dormindo com as duas mãos no rosto, então eu voltei, quando nas escadas
o Felipe Holanda e o Luiz Neto passaram gritando “acorda Odimar” ,
menos de um minuto eu já percebi aquela pancada e corri para fora –
contou Juliana Sales.
Segundo
as jovens em momento algum Felipe e Luiz Neto deixaram de socorrer a
vítima, “eles tentaram tirar a parede de cima dela, mas veja bem, quando
o Corpo de Bombeiros chegou foi necessário 8 homens”. Felipe ainda
estava ferido.
Desespero
-
Foi um grande desespero de todo mundo, não sabíamos o que fazer, a Manu
foi levada a um posto de saúde pelos Bombeiros e o Felipe ao hospital.
Acho que os bombeiros já sabiam que ela estava morta -. Neste momento
por determinação dos bombeiros elas saíram da casa ao pegar alguns
pertenceses.
- Uma turma foi com o Felipe e nós com a Manu – disse Juliana. E que ninguém fugiu.
Omissão
-
Em nenhum momento fugimos como um policial chegou a dizer em um
programa de televisão, nós três fomos ao posto onde estava o corpo de
Manu e o médico disse que a perícia estava vindo de Cascavel, e que nós
fôssemos embora ou então ficássemos na calçada, pois o corpo tinha quer
ir a Fortaleza e que só os pais poderiam retirá-lo do IML -.
Ameaça
As
jovens estão recebendo ligações anônimas e sendo chamadas de
assassinas. – só quero dizer que, quem estar nos chamado de assassinas
que pense melhor, perdemos uma amiga, estamos sentidas por isso, e não
fomos culpadas -. Desabafaram as jovens.
Premonição
-
Quando estávamos indo passamos por uma hilux capotada e um amigo disse
que "como uma pessoa morre no primeiro dia de carnaval", foi então que a
Manu disse que se fosse pra morrer tinha que ser no último dia – disse
Thaysa .
Ainda
na casa quando faltou energia, Manu disse que estava com medo e com uma
sensação estranha. Em outro momento ela chegou ainda a dizer que este
estava sendo o melhor carnaval de sua vida e que se morresse naquela
hora, morreria feliz.
Brincalhona
O trio conta que Manu era uma garota muito alegria e que adorava brincar.
Fonte: Revista Central
Blog da Força Tática