Em assembleia realizada hoje (4) por volta das 9 horas da manhã na
quadra de uma escola no centro de Fortaleza, subinspetores e guardas
municipais de Fortaleza decidiram aceitar a proposta de reajuste
salarial oferecida pela prefeitura da capital. O sindicato da categoria
se reuniu ontem (3) com a direção da GMF e representantes da Secretaria
Municipal de Administração. Após a negociação, ficou decidido que os
servidores terão aumento de cerca de 3% no salário-base da categoria,
além de reajuste na gratificação por risco de vida e modificações no
valor pago pela hora extra dos serviços.
Com as mudanças, o salário liquido pago aos guardas passará dos atuais R$ 1.200,00 para R$ 1.800,00.
A assembleia dos guardas contou com a presença de várias entidades
sindicais como o Sindiguardas (sindicato dos guardas municipais da RMF),
Aprospec (associação que reúne diversas categorias da Segurança
Pública, incluindo Policia Militar) e Sindifort (sindicato dos
servidores públicos de Fortaleza).
Segundo o presidente da Aprospec, Capitão Wagner Sousa, a proposta de
aumento elaborada pela Prefeitura e aceita pelos guardas municipais
demonstra um avanço na relação da gestão municipal com os servidores. O
suplente de deputado estadual lembrou que neste ano eleitoral é preciso
que os profissionais municipais escolham representantes na Câmara que
estejam alinhados com as necessidades dos servidores. Wagner Sousa
destacou que guardas municipais estiveram presentes no movimento de
paralisação da Policia Militar.
Estado de greve
Apesar de aceitar a proposta de aumento, os guardas municipais
preferiram manter o atual estado de greve. Segundo o sindicato, a medida
irá vigorar até que haja garantias concretas de que os reajustes serão
efetivados pela Prefeitura de Fortaleza. Segundo Márcio Cruz, presidente
do Sindiguardas, o fechamento do terminal de ônibus da Parangaba,
ocorrido na última quarta-feira, foi um ato importante para pressionar a
gestão a abrir as vias de negociação. De acordo com o sindicalista, a
ação trouxe transtornos a população, mas foi necessária para mostrar ao
governo que era preciso negociar.
Armamento
Durante a reunião com representantes do governo, ficou decidido também a
publicação em diário oficial da criação de um grupo de estudo que deve
elaborar um projeto para a implantação do armamento de fogo para os
guardas municipais. Segundo Márcio Cruz, presidente do Sindiguardas,
pela primeira vez, a gestão se mostrou solidária a necessidade de armar
os agentes que atuam na vigilância de prédios públicos da capital. “Nós
não achamos certo jogar uma arma na mão do guarda sem preparo. Queremos
armamento, mas com treinamento e qualificação do agente”, informou o
sindicalista.
Além da guarda municipal, servidores de nível médio do IJF, Croa,
Frotinhas, Gonzaguinhas e Samu permanecem em estado de greve. Os Agentes
de trânsito da AMC paralisaram as atividades na sexta-feira. Dia 9 de
fevereiro acontecerá na Praça do Ferreira uma assembleia com a maioria
das categorias de Fortaleza que pode decretar uma greve geral no
município.
Fonte: Cnews
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