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| Peritos |
Três peritos analisaram nesta tarde o local onde ocorreu o acidente. Eles fotografaram a área e pegaram as imagens de uma câmera de segurança no comércio que registrou o momento da batida, mas não liberaram o material. Ao contrário do que foi divulgado, Ribeiro não estava usando o telefone público e sim apenas passando pelo local. Os dois motoristas indiciados não terão direito à fiança.
Segundo a polícia, os empresários negaram estar participando de um racha, mas policiais viram os carros em alta velocidade cerca de dois quilômetros antes do local do acidente. Após teste de bafômetro, foi constatada que a empresária ingeriu álcool acima do limite autorizado pela legislação para motoristas. O empresário não quis fazer o teste, mas fez exame de sangue. O resultado ainda não foi divulgado.
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Entenda o caso
Um
jovem de 23 anos morreu após ser atropelado durante um racha - corrida
ilícita praticado em áreas urbanas, rural ou rodovias - entre dois
carros importados na madrugada desta sexta-feira (18), na Avenida Júlio
Prestes, no bairro Taquaral, em Campinas. Segundo a Polícia Militar,
Kaio César Alves Muniz Ribeiro, voltava da casa da namorada e foi
atingido na calçada por um Audi dirigido pela empresária Adriane
Aparecida Pereira Diniz de Souza, de 42 anos. Ela disputava um racha com
um outro veículo luxuoso, um Camaro, conduzido pelo empresário Fabrício
Narcizo Rodrigues da Silva, de 32 anos. Kaio era atleta e, segundo a
família, se preparava para disputar o campeonato mundial de Jiu-Jitsu
nos Estados Unidos.Uma equipe da PM fazia ronda no local, viu a corrida entre os dois carros e o acidente. A empresária que dirigia o Audi perdeu o controle da direção, invadiu a calçada e atingido Kaio Ribeiro (foto ao lado). Um ator de 24 anos, identificado como Rafael, estava no Audi e ficou ferido com um corte na cabeça. O jovem foi levado para o hospital e já foi liberado. No Audi a polícia encontrou duas latinhas e uma garrafa long neck de cerveja. A motorista fez o teste do bafômetro e foi apontado nível de 0,42 mg/l. O máximo permitido é nível até 0,3 mg/l, o que confirma a embriaguez.
O empresário que dirigia o Camaro tentou fugir do local, mas foi detido pouco depois pela PM. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas foi levado para exame de sangue. O resultado ainda não foi divulgado, mas no boletim de ocorrência consta que ele apresentava sinais de embriaguez.
Kaio César Alves Muniz Ribeiro chegou a ser socorrido pelos bombeiros e levado ao Hospital Dr. Mario Gatti, mas não resistiu aos ferimentos. Os motoristas foram encaminhados para o 1º Distrito Policial e indiciados por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Depois a empresária foi levada para a cadeia de Paulínia, e o empresário para a cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas.

Fonte:eptv.com via PolíciaSP
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