Segundo a Polícia Federal, os nigerianos usavam passaportes com vistos
falsificados e tentaram escaparAgentes da Polícia Federal de
plantão no Aeroporto Internacional Pinto Martins, na madrugada de ontem,
prenderam dois passageiros estrangeiros que chegaram àquele terminal portando
documentos falsos. São dois africanos (identidades não reveladas), naturais da
Nigéria, que desembarcaram nesta Capital procedentes de Cabo Verde. Em poder
deles os ´federais´ encontraram passaportes com vistos falsificados.
No
momento em que foram abordados pelos agentes, os dois africanos teriam afirmado
que estavam de passagem comprada de volta. Iriam permanecer em Fortaleza por
apenas três dias para comprar sapatos. Disseram ainda que ficariam hospedados em
um hotel, mas não comprovaram as reservas. Por conta disso, tiveram que ser
conduzidos à sala do setor de Imigração, mas neste momento tentaram fugir do
terminal.
Os dois homens foram detidos por policiais federais e militares
de plantão. A PF tentou realizar a repatriação, isto é mandá-los imediatamente
de volta ao país de origem, mas eles se recusaram a
embarcar.
CrimesDepois de dominados e algemados,
foram conduzidos à sede da Polícia Federal. Durante toda a manhã de ontem, eles
prestaram depoimento.
Em nota oficial distribuída à Imprensa, na tarde de
ontem, o Setor de Comunicação Social da Superintendência da Polícia Federal no
Ceará informou que os dois acusados poderão ser indiciados em inquérito policial
pelos crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso,
oposição à execução de ato legal mediante violência ou grave ameaça, além do
delito de desobediência. Ontem à tarde, os dois homens foram conduzidos à
Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) e submetidos ao exame de corpo de
delito. A prisão deles foi comunicada à Embaixada da Nigéria.
A PF vai
aprofundar as investigações e ainda não descartou a hipótese de ligação dos dois
homens com o tráfico internacional de drogas. Os acusados poderiam estar
chegando ao Brasil com o propósito de obter drogas para transportá-la para a
Europa, fazendo o papel de ´mulas´ do
narcotráfico.
MorteHá duas semanas, um estudante
africano foi assassinado em Fortaleza por envolvimento com
entorpecentes.
O jovem, identificado como Jason Teixeira Hoffer, 22, foi
espancado por um grupo de pessoas dentro de um bar na Favela do Oitão Preto.
Agonizante, foi jogado na Avenida Leste-Oeste. Três dias depois, ele morreu no
Instituto Dr. José Frota IJF).
De fora1.260
africanos estão morando, atualmente, em Fortaleza, sendo a maioria estudantes
que fazem cursos superiores, como Direito, Medicina e outros
Fonte: DN/Blog da Força Tática